Bohemian Rhapsody


versão para a canção do Queen

 
Isso que a vida traz
Guardado para mim
Não quero ver mais
Quero estar bem longe daqui
Olho para trás
É fácil dizer adeus
"Sai dessa vida
Não tem que ser assim"
Mas eu nem sei como começar
Alguém tem que me ajudar
A brisa vem do mar
Anunciando o meu fim
O meu fim

Mãe, eu matei um cara
O bandido estava armado
Mandei bala no safado
Mãe, eu também fui ferido
Mas de que adianta se agora é tarde
Mãe, eu não quero te ver chorar
Se eu não voltar também não fique triste
Melhor deixar para lá
Esqueça que este filho existe
 
Não sei o que vai ser
Da minha vida sem você
Não vou mais poder te ver
Tchau pra todo o mundo
Vou dar no pé
Largar tudo e ir até onde puder  
Mãe, eu não quero morrer
Minha história era essa antes de eu nascer
 
Acho que ainda dá tempo de eu fugir
Se eu correr por aqui
Vou parar num barranco
Tudo que é malandro
Vem correndo atrás de mim
(O trem tá feio)
O trem tá feio
(O trem tá feio)
O trem tá feio
O trem tá feio para mim
Se eu pudesse voltar atrás
(Se alguém pudesse encontrar algo mais
Espero que ao menos tenham compaixão de ti)
A polícia chegou, foi você que chamou?
(Polícia! Não, acho que ainda é pior!)
((É pior!))
(Milícia! Então, você nunca ajudou!)
((É pior!))
(Milícia! Você nunca ajudou!)
((É pior!))
Nunca ajudou
((É pior!))
Nunca, nunca, nunca, nunca
Nunca ajudou
Não, não, não, não, não
Eu chamaria, chamaria
Chamaria de amor  
Quem quer que viesse de asa delta me tirar daqui
Daqui, daqui
 
Essa é só uma das voltas que a vida dá
Você pensa que eu não sei que vão me matar
Não sou besta
Sei o que me aguarda
Só queria falar
Só queria falar outra vez

Nada mais importa
É chegado o fim
Nada mais importa
Pra mim 

Amanhã


versão para a canção do Guilherme Arantes

 May tomorrow
 Be a beautiful day
 All the mad happiness
 You could ever think of
 Come tomorrow
 May our strength be doubled
 Upwards and ceaselessly
 It shall always grow
  
 Mysteries
 Won't survive tomorrow
 Above what's illusory
 The Sun King will shine bright
 And tomorrow
 The luminosity
 Regardless to anyone's will
 Will be reigning
  
 In tomorrow
 Lies everyone's hopes
 Even the tiniest ones
 That exist and must thrive
 For tomorrow
 In spite of today
 There will come forth a road
 We shall thread in
  
 And tomorrow
 Though some just don't want to
 Belongs to those who'll wait 'til
 The break of the new day
 When tomorrow
 Hatred has been soothed
 Fear has been smoothed over
 Will be plenty
 Will be plenty
   

Ok, Let’s do it – Part 1

Ok, let’s do it.

It was about the seventh time my friend W. W. insisted that I joined him in the night philosophy course held by some obscure not-church run association.

It was all he learned about it, since he first invited me. Then he knew nothing and totally didn’t care. I had plenty of good reasons for staying out that foolish attempt to socialize with younger people, being this his only reason in. He was not ashamed of it at all.

I could have told I was never really into socializing but he knew that already, and for years tried unsuccessfully to change my ways.

He also knew that my philosophical distresses belonged in the past and that, rather than confident, I would be uneasy among less learned people. And ashamed, of course, that my intentions and his were seen as one and the same.

But he appealed to my loyalty to an old friend, newly divorced, so I had to appeal to something higher, my utter rejection of anything minimally resembling religion.

After feebly putting away that risk, that they would be twisting logical arguments to undermine human reasoning capacities and come out with some sort of mystic solution, he didn’t offer me any more details on the whole thing.

Although I knew the reason I was doing it, I was as much surprised as he when I said yes, let’s do it.

He looked at me quite intrigued but no question came out of his mouth. I thought he preferred not to ask me why I have changed my mind in fear that I would back down. But I’m almost sure now that the look in his eyes, and the way he hugged me, meant he was aware of my motivation then.

The Rain, It Won’t Stop – Pt. 1

I was about to leave the party after a short stay and a brief conversation. I stood in the hallway for a few seconds, watched the rain outside and decided. It was already stopping but it wouldn’t soon, and I have always enjoyed walking in the rain. Even though there would be no one around to rush me in, hold my head beneath the towel, scold me for always not hearing but ruining all those educational efforts by giving me the best reward, a hot cup of cocoa. “I must have some cocoa powder, I can’t avoid buying it but I never take the time to enjoy having it.” That thought gave me the final reason and set me in motion.

I don’t remember if it was her calling or her touching my shoulder that stopped me.

(Are you) The one I’ve been waiting for?


versão livre para a canção do Nick Cave and the Bad Seeds

Acho que eu lembro bem de cada vez
Que vi você sozinha, andando por aí
Será destino, será só fantasia
O que imagino ver também em seu olhar?
Me dá um sinal, eu preciso saber
Será que ainda vou te conhecer?
Não tenho pressa, tenho certeza
Sinto no corpo e na alma
Que essa minha espera vale a pena
E que tudo é real
Eu sento e espero o inverno acabar E finalmente vou te conhecer
Sempre triste e sozinho eu vivi
De meus sonhos, confesso, desisti
Alguns por sensatez, outros por covardia
Mas quando eu te vejo
Não interessa o tanto que eu sofri
Pois sei que ainda vou te conhecer
Parece insano, não é?
Amar alguém sem porquê
Mas o que eu posso fazer
Exceto amar e esperar?
Se alguém te prometeu o mundo e não cumpriu
Sem falar nada, meu mundo já é seu
Acho que é a hora agora e já estou preparado
Para dizer o que eu sinto por você
Sinto nas veias que vão ao coração
Que algum dia vou te conhecer
Sei que algum dia eu vou te conhecer

Colors


versão livre para a canção do Black Pumas

Acordo antes das três da manhã 
Pensando o que eu posso fazer
Sempre quero algo mais
Do que sempre ser igual ao ao ao
Que passou
Logo, logo estaremos por triz
De voltar ao normal
E ser igual
Tomara que não, não, não
Que tal
Fazermos diferente?
Olharmos para frente
Deve existir um jeito
De decidir sem medo
Depende só da gente
É preciso ouvir
E refletir
Apesar de sermos diferentes
Existe sempre um jeito
De decidir sem medo
Depende só da gente
Nossos erros ancestrais
Ideias que não nos servem mais
Entranhadas, arraigadas, ofuscadas
Devem ficar para trás
Porque não ser, ter, querer, crescer
É só pensar, falar, deixar, mudar
O mundo real e o do jornal
Nunca foi igual
Ao que imaginei
E é por isso
Que eu digo que é preciso
Fazermos diferente
Existe sempre um jeito
De escolher sem medo
Depende só da gente
Há uma ideia nova 
Há uma outra opção
Existem vários jeitos
De decidir sem medo
Depende só da gente
É preciso ouvir
E refletir
Apesar de sermos diferentes
Existe sempre um jeito De decidir sem medo Depende só da gente

Rótulos (Tags)

Uma alternativa à censura na Internet

Assim como em quase todo campo de atividade, a pandemia fez sentir seus efeitos escancarando deficiências, expondo assimetrias, revelando desregulamentação da comunicação por meio das mídias digitais.

Em breves considerações, ponderei que devem ser rediscutidas com profundidade e responsabilidade, por todos os setores da sociedade questões como: princípios da liberdade de pensamento e liberdade de expressão; qualidade do conteúdo; responsabilidade pelo conteúdo veiculado. https://pensaaquicomigo.com/2020/08/08/o-ambiente-dos-meios-de-comunicacao-digital/

Já existem filtros pelos quais as diversas plataformas buscam evitar conteúdos difamatórios, atentatórios a moral e aos bons costumes e à própria liberdade de expressão, que façam apologia ao crime, racistas, sexistas, xenofóbicos…

Fato é que existe uma zona cinzenta entre a disponibilidade da rede para emissão de opiniões pessoais e a vedação àqueles discursos socialmente reprovados.

Uma alternativa à censura de conteúdos por alguma instância reguladora, que pode favorecer o autoritarismo antidemocrático, é o fortalecimento do senso crítico dos usuários, evitando repassar conteúdos inadvertidamente.

No entanto, a facilidade de criar e repassar conteúdos tem exacerbado outra característica da interação pelas redes sociais: apesar de não ter controle absoluto sobre o conteúdo que lhe é despejado diariamente, seja por algoritmos ou por outros usuários, usuário se vê tentado a emitir opinião sobre tudo e o pior, de bate pronto, sem tempo de aprofundar seu conhecimento sobre os assuntos.

Imagino que um dia poderemos utilizar a soma das opiniões expressas pelos usuários que produzem e disseminam conteúdo digital para garantir legitimidade e veracidade ao conteúdo vinculado.

Isso seria possível se o conteúdo fosse rotulado de acordo com uma série de critérios a ser definida e que depois seriam verificados pela comunidade, por meio de um mecanismo como blockchain.

Inicialmente, estes rótulos, que seriam escolhidos pela pessoa que publicasse ou repassasse o conteúdo, poderiam pelo menos identificar o assunto tratado de modo que usuários pudessem acionar filtros para eliminar assuntos que não lhe interessam. Nuances de opinião ou direcionamento poderiam também ser explicitadas previamente pelos rótulos.

Também poderia ser mais difundida a customização da escolha e recepção de determinados tipos e formatos de arquivo, permitindo esse bloqueio de vídeos, fotos, gifs, memes, figurinhas a critério do usuário.

Providências como estas poupariam tempo do usuário e tráfego de dados indesejáveis na rede.

Evolucionismo já!

Pelo menos desde a Grécia Antiga, há registros de ideias evolucionistas para explicar a variedade de seres vivos observados na natureza, ou seja, que diferentes tipos de seres atualmente existentes descendem de um ancestral comum, diferente de ambos.

Apoiadas na observação das semelhanças anatômicas e morfológicas entre os seres existentes e em alguma parca evidência paleontológica, ressentiam-se, no entanto, de uma hipótese plausível para explicar os processos pelos quais dar-se-ia a diferenciação.

Não deixa de ser irônico o fato de que a explicação alternativa, que veio a reinar praticamente incontestável desde então, criando e deixando efeitos indeléveis em todas as áreas de atividades e de pensamento, baseava-se na descrição de fatos e acontecimentos igualmente, se não ainda mais, inobserváveis.

A ausência de uma formulação lógico-racional capaz de explicar os processos, inobserváveis empiricamente, pelos quais seria possível a evolução, deixou a humanidade a mercê de uma formulação místico-religiosa que pressupõe um ato onipotente de criação, em algum momento remoto específico.

Somente na segunda metade do século XIX, no seio da sociedade científica inglesa, com destaque para Charles Darwin e Alfred Russell Wallace, o evolucionismo atingiu um nível de plausibilidade científica, tornada possível pelo acúmulo de dados geológicos, biológicos, antropológicos e da chamada História Natural, notadamente os obtidos por eles próprios em suas viagens de exploração ao redor do globo, que solidificou conceito da seleção natural.

As consequências, lembrando que estamos falando de explicações para a existência de todas as formas de vida na Terra, da mudança de um paradigma criacionista para outro, evolucionista, são incomensuráveis, mormente quando se leva em conta que àquele modelo associa-se inerentemente a figura de um ser criador necessariamente onipotente, cuja existência obviamente permeará e impactará toda atividade humana, sendo a espécie humana, por presunção própria, o ápice ou o centro de seus desígnios.

Ao que parece o próprio Darwin debateu-se internamente com o conflito resultante de suas observações, que leva à inevitável reavaliação quanto à existência ou papel do ser criador.

O fato de que, por milênios, os milênios em que se forjaram as culturas, as estruturas sociais, as estruturas de pensamento, a maior parte das visões de mundo e concepções éticas e morais, a sua autoimagem, a humanidade tenha vivido na crença de que o mundo observável não passara por transformações sensíveis, desde seu início, talvez explique porque até hoje, passados mais de 160 anos da publicação de sua obra “Da Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida”), a Teoria da Evolução, embora aceita como fato, não seja completamente entendida principalmente em relação aos seus impactos.

O fato é que, sem abandonar ou reavaliar profundamente o conceito de Deus, temos mantido uma barreira que nos impede de reavaliar e entender quase tudo que se produziu em termos conhecimento humano sem as distorções advindas de tão forte e arraigada concepção.

Pensar é fácil, difícil é fazer-se entender!