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The joke was on me (and it is not funny anymore) – Pt. 1

He has got three wonderful kids ranging now from 12 to 16 years old, whom I truly love.

I brought lovely Suzanne my acoustic 12 string guitar for her twelveth birthday.

That was the last physical connection I had left with music and I could see undisguisable envy in both Leonard’s and Nick’s eyes. So I embraced my elder nephew close as we watched her open the guitar case and I whispered.

“You’ve got to be patient while teaching her, I won’t be around much anymore. And don’t be jealous, you’ve got in all 18 strings…”

He smiled back at me and squeezed my arm around him as if to make that embrace last.

As to Leonard’s, well, it is far more complicated… His envy now had already shifted to me hugging Nick. And the whispering, of course.

“How is it with the old man? You should give him a break…”

We cracked laughing. Suzanne joined our hug at the same time Leo Jr. crossed the open front door to the sound of his falling bike.

I turned around in time to catch a glimpse of Leonard trying to avoid Claire’s hug, which at that time might have sounded as a consolation prize.

He might as well have taken it.

KARL X CHARLES Pt. 2

Admitindo não ter conhecimento profundo de uma ou outra obra, pretender fazer uma crítica ao pensamento marxista a partir de uma ótica darwinista é, sem dúvida, uma grande ousadia.

Ainda maior por acreditar estar suscitando questões que, apesar de me parecem óbvias, inclusive em suas consequências, reputo inexplicavelmente inéditas.

Darwin e Marx apresentaram novas formas de enxergar o mundo.

Por óbvio, não tiraram suas ideias do nada, pelo contrário, estudaram exaustivamente os que os precederam e também participaram ativamente da comunidade científica e dos debates, em suas respectivas áreas de interesse.

Conseguiram trazer originalidade e consistência em suas proposições, sintetizando robustos corpos de conhecimento, marcos referenciais para o desenvolvimento posteriormente observado.

Ao aplicar o método dialético ao materialismo histórico, Marx chegou a uma visão que ainda se sustenta: o modo como, em determinado momento histórico os fatores de produção (matérias primas, força de trabalho, ferramentas, processos produtivos, conhecimento acumulado) se relacionam para propiciar a atividade econômica (transformação e circulação de recursos) traz em si próprio as contradições (inconsistências, insustentabilidade face ao aumento populacional ou ao esgotamento de recursos, dificuldades tecnológicas, interesses divergentes) que implicarão em sua superação.

Partindo do conhecimento diacrônico de outras sociedades, alguns historiadores europeus já haviam abstraído uma nova concepção da História, calçada nas regularidades observadas. A História deixa de ser uma crônica das dinastias, dos personagens ilustres, das batalhas épicas e dos feitos heróicos, escrita com propósitos quase sempre laudatórios.

A observação de padrões nos acontecimentos registrados em um número cada vez maior de civilizações com que os europeus faziam contato em sua expansão global acendeu a ideia de que, a exemplo do que acontecera com o conhecimento do mundo natural, também as sociedades humanas regessem-se por leis atemporais.

Deduzí-las, enunciá-las, fundamentá-las e comprová-las passou a ser a obstinação, o Santo Graal, a razão de ser e a afirmação das ainda incipientes Ciências Sociais.

O TRABALHO – Pt.1


investigação sob uma ótica evolucionista

surgimento

Podemos identificar o processo evolutivo da raça humana, sem aprofundar a especulação sobre suas causas ou a investigação sobre os mecanismos que o tornam possível, com a diversificação e crescente complexidade das atividades que consegue executar.

Hoje a palavra trabalho aplica-se a uma vasta gama da atividade humana: tanto é usado para designar o trabalho braçal (labor, em latim), quanto o trabalho artístico e intelectual (opus); tanto trabalho remunerado quanto trabalho voluntário; tanto o trabalho subqualificado, informal e mal pago quanto o trabalho formalizado e protegido sob as leis trabalhistas ou estatutos do serviço público.

Trabalho infantil, trabalho escravo, prostituição, ainda que mazelas, não deixam de participar do conceito de trabalho, assim como a prática desportiva, religiosa, política, artística.

À parte as atividades relacionadas ao ócio, ao lazer e a cuidados pessoais, apenas àquelas atividades manifestamente ilegais nega-se a denominação de trabalho, em que pese o profissionalismo, o empenho, a expertise, a dedicação e a habitualidade dos que a elas se entregam.

Mas podemos imaginar um estágio inicial em que todas as atividades de nossos ancestrais representavam esforços de sobrevivência, incluindo busca de alimentos, proteção contra intempéries e outros animais e reprodução, esta última entendida como sobrevivência não do indivíduo, mas da espécie.

Por “nossos ancestrais” não me refiro especificamente aos primeiros hominídeos a se destacarem dos outros primatas, ou dos primeiros primatas, ou primeiros mamíferos, ou vertebrados, mas a qualquer ponto em que retornemos na cadeia evolutiva.

Os primeiros seres vivos e os que os seguiram, durante bilhões de anos, consumiam os recursos basicamente no estado em que eram encontrados na natureza, sem aplicar-lhes qualquer transformação externa significativa. Tampouco os utilizavam na obtenção de outros recursos, ou seja, como ferramentas.

Ao começar a modificar os recursos naturais de modo a torná-los mais disponíveis, abundantes, úteis e adequados às suas necessidades, nossos ancestrais dão início à era tecnológica. Cada melhoramento introduzido garantia uma vantagem evolutiva, realimentando de alguma forma e acelerando o processo.

Esta é uma mudança significativa nos mecanismos da evolução: além da interação passiva com o meio ambiente, que resulta em modificações lentas nas espécies, passa a existir uma interação ativa, que explica a aceleração do processo evolutivo da raça humana.

Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que a diversificação das atividades liberta nossos antepassados, de certa forma, da luta constante pela sobrevivência, cria as condições para toda a sorte de exploração da capacidade de realização alheia e expropriação de recursos acumulados por outrem.

Explico melhor. A luta pela sobrevivência, grosso modo, igualava os indivíduos. Os recursos obtidos eram imediatamente consumidos. Se fossem escassos, poderiam ser objeto de disputa e expropriação. Se fossem abundantes, eram compartilhados, para não se perderem. Alguns só eram conquistados por meio do esforço coletivo.

Relações de competição e de cooperação emergem nesse cenário, e também evoluem, passando a constituir as complexas relações sociais que caracterizam as comunidades humanas, mesmo as primitivas.

A busca por excedentes, plenamente justificável pela ótica da garantia da sobrevivência, dá origem à necessidade de proteger esse excedentes, à cobiça, ao roubo, à ganância, à Economia, em síntese.

Nesta visão, o trabalho se origina na medida da diferenciação das atividades a que se entrega um ser humano para garantir a sua sobrevivência e do seu grupo familiar frente aos demais e dos resultados, qualitativa e quantitativamente apreciados dessas atividades.

Em outras palavras, a atividade humana só passa a ser considerada trabalho se gerar excedentes ao imediatamente consumível e se o resultado do esforço for qualitativa ou quantitativamente diferente a depender de quem o empreenda. Somente nessas condições cria-se o gradiente necessário aos fluxos de recursos que o caracterizam.

KARL X CHARLES Pt. 1


Durante cerca de 64 anos, de 1818, nascimento de Marx, a 1882, morte de Darwin, o mundo contou com a presença simultânea de dois dos maiores pensadores de sua história.

Ousaram dar explicação a temas de abrangência universal: um, à diversidade de formas de vida existentes no planeta; outro, à diversidade de formas que a sociedade humana pode assumir.

Independentemente de qualquer análise crítica, as teorias, propostas na segunda metade do século XIX, tiveram impacto imediato e fizeram sentir sua força ao longo do século seguinte.

Poder-se-ia supor que os modelos propostos revelassem semelhanças, afinidades, legitimação mútua. Poder-se-ia esperar que houvesse contatos, colaboração, comentários recíprocos, não apenas entre seus formuladores, mas também entre seus seguidores.

Em algum momento, Marx chegou a vislumbrar nas teorias darwinistas uma fundamentação na chamada História Natural para sua concepção materialista dialética da História (Humana).

Darwin, ao contrário, não parece ter se impressionado ou particularmente interessado pelas teses marxistas. Talvez porque não pensasse a evolução das espécies como um aperfeiçoamento inevitável, em uma direção previsível, em um processo de certa forma predeterminado. Preferia o termo “seleção natural”, como no título de sua obra máxima: “A Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural, ou Preservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida”

Por esse motivo, dou preferência ao termo “darwinismo”, evitando a conotação algo positivista do termo “evolucionismo”

O desenvolvimento e os desdobramentos do pensamento de cada um seguiu caminhos próprios, não resultando em síntese ou confronto significativos.

Atualmente, o poder explicativo das teses marxistas encontra-se debilitado pelo fato de que, apesar de amplamente debatidas, revistas, reformuladas, seja no seio acadêmico, seja no campo político e ideológico, não terem incorporado respostas para o fracasso histórico do socialismo real.

Já o darwinismo, apesar de amplamente difundido como visão de mundo subjacente às sociedades modernas, ressente-se de não ser levado às últimas consequências, por ter ainda que coexistir, na consciência coletiva, com a visão de mundo criacionista.

A esse respeito, ressalto que a dificuldade acometeu o próprio Charles Darwin: abandonar o criacionismo sem abandonar a ideia da necessidade de existência de um ser criador.

Admitindo não ter conhecimento profundo de uma ou outra obra, pretender fazer uma crítica ao pensamento marxista a partir de uma ótica darwinista é, sem dúvida, uma grande ousadia.

Ainda maior por acreditar estar suscitando questões que, apesar de me parecem óbvias, inclusive em suas consequências, reputo inexplicavelmente inéditas.

(It’s) THE MOUNTAIN (not the climb)

fantasy over Miley Cyrus’s The Climb

in Monty’s loving memory

Soon I will be gone. Soon it will be over. A voice inside my head says “You’ll never make it”.

Sometimes I’ve been a party, mostly I’m sad though.

Wish that voice was clear enough and told me what to do.

*Got to pick up your shit and hide it from the world cuz by the end of the night nobody seems to care.”

There’s always someone there to tell you what you’ve done wrong, a lot of things they say as if they only knew.

There’s no one ever there with whom I could share, so I turn on the stereo…

Miley Cyrus’s The Climb playing on the radio.

Man, we were stupid and contagious!!! – Pt. 4

We hadn’t much time for she really had to be up early so we had our sandwiches at Gorilla’s and I drove her home.

We were talking about how we didn’t really mingle with each other’s crowd. And that it might have prevented it for such a long time, but finally, we got something happening.

So, we went back to talking about how we felt for each other from the start, I told her I was sure something would eventually come up between us.

She said I looked different from everybody else in the pack and tried to explain in what ways.

I got flattered, especially when she pointed out that, just like her, I was not to be seen around with someone, as in an actual, solid relationship. I mean, it was much more noticeable and surprising that she was mostly alone, being so beautiful and charming, than me, being so normal and quite sloppy, as her friends used to refer to me, she admitted, confirming my suspicions.

I told her I was totally, massively impressed by the way she totally draw attention, everywhere, and how she had no problem with that. She seemed to be always in control, she was the star of the show, and played that role with amazing grace.

We managed to keep our romance out of sight and when it was over, nobody would believe it ever happened. I dream about those days and it’s so real, so strong, that I wonder if they were not only dreams all the memories I keep from those days.

Man, we were stupid and contagious!!! – Pt. 2

I had a few drinks and shared some laughter with Eleanor’s friends but I really didn’t dig the whole scene. Most of them didn’t even noticed when I raised a timid toast announcing I had to leave but couldn’t hide their surprise when she asked me to wait a minute because she was leaving too. Before any suspicion gained terrain among those minds, none of which really friendly towards me, Eleanor explained she had a flight early in the morning.

“What now?” she asked me as we were leaving.

What about grabbing a sandwich at Gorilla’s?

“You really like Gorilla’s?”

Yeah, they’re just fine. Do you like Dead Kennedys?

“No, not really, but why are you asking me?”

“You really like gorillas” is the first line of one of their songs, one of their best songs…

She picked the book and read the dedication once more. “These all come from lyrics, am I right? Is it supposed to make any sense? You’re not jumping in anybody else’s train, you know I’m not committed to anybody, if that’s what you meant. Or did you mean jumping in my train? well, as you know, I don’t stay put in a relationship…”

Yes, I know. Jumping in your train, as I thought, was like to sneak into your life so we could travel a bit of the road together. Pardon me, I have this thing going on, like I think through the lyrics of the songs I listen to…

“Or books you read? Why this book, what is it you’re suggesting, sexual enlightenment or experimentation?”

No, nothing about books. I don’t even read them anymore. I read through some of the pages of this one. You were talking to Susan last time at Johnny’s, she said she doesn’t like it, when people give her perfume, that it is a very personal choice. You said you feel the same about books.

“So what?”

You were using Anaïs Anaïs…

Ok, Let’s do it – Part 2

W.W. took care of our registration, sending our forms through the internet but there was still papers to be delivered and others to be signed. So I took lunch time to visit the Doors to Ancient Wisdom. Yes, imagine what a bore I was getting into.

It was the last day for registration, so there was a little queue. Before I asked anyone, the attractive young lady standing at the end of the line, seeing the lost and confused expression in my face as I approached, smiled and asked me:

“Are you new here?” Yes… “I had to drop the course in the middle of the last semester, so we’re going to be in the same class, I guess.” Really? “I’m April.” I’m August… “What!?” You’re kidding me?” No…

She was called and left me with no further comment, but before entering the room she looked back, waved her hand and smiled at me.

I was called into another room and didn’t meet her again when I came out.

Ok, Let’s do it – Part 4

We missed classes on that which would be the first day at the philosophy night school. At least I discovered it was a serious course after all.

Nadine, a fine friend told us. She entered the bar as we were paying our bill. It was no hard decision to stay. Both W.W. and I had a crush on her, and we never managed coming to a compromise on how should we deal with it, she was amazed to know later that evening.

Her nowadays ex-husband was a lecturer at the Doors to Ancient Wisdom and Dean at the city University and worked on a covenant that enabled the short term courses to get credit recognition for the regular university program.

W.W. made a few calls and in a few minutes we were reunited with some of the hardcore members of our once large and lousy crowd.

Nostalgia was set in. We could not believe how, with a few exceptions, everyone had got so distant from each other.

Stories, some of them, were remembered, mostly with joy and enthusiasm. I got dizzy with the first cigarettes in almost five years.

Some regrettable events showed up, recalling reasons that contributed to the chilling of some relations. I had been lowering my daily smoking and finally quitted when I started dating Olivia.

The whole table cracked laughing when I was seriously trying to make a point on why there couldn’t possibly exist an animal with more than six legs that could have wings and fly. That made me aware that it was time I stopped drinking and got home while I still had some reasoning left to give explanations, though I really didn’t think they would be asked.

The Rain, It Won’t Stop – Pt. 2

“Leaving too soon…”

(shoulders high in the room, I whispered the words as they came to my mouth)

“Pardon?”

No, I didn’t say anything, I just… I’m just… (wondering aloud)

“When Walter Williams told me you were coming, I thought I would have the chance to get to know you a little bit… Stay…”

(Boingo! I told him there was something in the air, he told me to stop acting like Mr. Jones!) I’m so tired. (I lied) I haven’t slept (a wink… Words were flowing out, like endless rain, drifting through my open mind again, filling the cracks in my ceiling and… I was starting to worry about me. I thought I was cured.)

“Come on! I’ve made some guacamole, there’s sour cream, W.W., it’s how you call him?, brought every different type of Doritos…”

(I looked inside over her shoulder to the top table, then away into the falling rain, as if my decision depended on a precise calculation which did not include her wish, hoping maybe that a distant thunderbolt and lightning made the call. She had made an undisguisable move to make me stay. She must have rushed through the saloon, catching everyone’s eye, she somehow let me know that she knew that I liked Mexican food, she got completely exposed… I was trying to minimize it, so that she would not feel so vulnerable. As I would soon find out, there was no reason for that)

Ok then, I could get a taste of your guaca.

(She smiled, grabbed my hand and said to W.W., who came to see what was taking place between us.)

“Here, look who was leaving without paying the bill…”

(“Let him go! Bismillah”) (I could hear he screaming silently…)

I was just catching a view of the rain… But if there’s a bill to pay let’s make it worth it!

(W.W. took her other arm, laughed out loud because it was the one thing he hadn’t been trying. People looked at us kind of strange, as if they were suddenly abducted from Mexico City to Paris.) (France, not Texas…)