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Man, we were stupid and contagious!!! – Pt. 3

The next time we met we were back where we first crossed paths, about a year ago, and finally had some real conversation only a month earlier.

Although she wasn’t strange at all to the place, if it was a match I would say I had home advantage.

But only because I used to clock-in daily, I mean nightly at the place, while she was to be seen and recognized all over the city. Sometimes I was among the first to arrive, sometimes I stayed until closing time. Not scarcely both.

We arrived early at the same time that day. There was another couple but they were finishing a late lunch and then we had the room completely to ourselves. Nonetheless I took the usual table, in the back, around the inner corner.

I was on time and so was she. I guess the smile we shared comprised our mutual approval for that. Not for the sake of punctuality, but for some silent agreement on the necessity of having some time alone just the two of us.

Another thing I remember was some exchanges of looks among the waiters and the fact that only Wally “the Gator” came to our table and sounded unnaturally respectful. I liked that.

As I said she was not as regular as myself, but she knew all the waiters and was known by all. I’m sure she noticed they were kind of happy to see us together, like wondering if we were “together”.

After a few moments we were back to our previous conversation, like we hadn’t been a whole week apart.

Man, we were stupid and contagious!!! – Pt. 1

It started off a so well. In fact, it could not get much worse, since I feel like jumping someone else’s train. But I know what I will find and I will never shed a tear, if not for you.

With this kind of weird handwritten dedication on Anaïs Nin’s A Spy in the House of Love, a well-thought-out approach, in several senses and to its fine details, I made real what no one else ever even dared to dream.

I chose a used copy but in very good condition, so you could guess a single previous owner, that could either be myself or a close friend.

I held it discreetly as I entered the bar, not to sound snooty. That was the biggest risk I took. Many, many of the regular customers of that clip joint were really rather snobbish.

That was a fine line and I treaded it gracefully. The book felt naturally in my hands even when I used it to point her a vacant table.

We left the counter and as soon as we sat down, before she had the time to ask about it, which she surely would do the next thing, I wrote down those somewhat enigmatic lines right on the front cover.

By the time she had read them, the table was already crowded. So she slipped the book into her purse.

Bohemian Rhapsody


versão para a canção do Queen

 
Isso que a vida traz
Guardado para mim
Não quero ouvir mais
Quero estar bem longe daqui
Olho pra trás É fácil dizer adeus "Sai dessa vida Não tem que ser assim" Mas eu nem sei como começar Alguém tem que me ajudar A brisa vem do mar Anunciar o meu fim O meu fim Mãe, matei um cara O bandido estava armado Mandei bala no safado Mãe, eu também fui ferido Mas de que adianta, sei que agora é tarde Mãe, eu não quero te ver chorar Se eu não voltar também não fique triste Melhor deixar para lá Esquece que este filho existe Não sei o que vai ser Da minha vida sem você Não vou mais poder te ver Tchau pra todo o mundo Vou dar no pé Largar tudo e ir até onde puder Mãe, eu não queria morrer
Sem descobrir pra quê que eu fui nascer Acho que ainda dá tempo de eu fugir Se eu correr por aqui Vou parar num barranco Tudo que é malandro Vem correndo atrás de mim (O trem tá feio) O trem tá feio (O trem tá feio) O trem tá feio O trem tá feio para mim (vai se fuder!) Se eu pudesse voltar atrás (Se alguém pudesse encontrar algo mais Espero que ao menos tenham compaixão de ti) A polícia chegou, foi você que chamou? (Polícia! Não, acho que ainda é pior!) ((É pior!)) (Milícia! Então, você nunca ajudou!) ((É pior!)) (Milícia! Você nunca ajudou!) ((É pior!)) Nunca ajudou ((É pior!)) Nunca, nunca, nunca, nunca Nunca ajudou Não, não, não, não, não Nem mesmo a Virgem Maria Nem o Cristo Redentor Teriam juntos conseguido me tirar daqui
Daqui, daqui Essa é só uma das voltas que a vida dá Você pensa que eu não sei que vão me matar Não sou besta Sei o que me aguarda Só queria falar Só queria falar outra vez Nada mais importa É chegado o fim Nada mais importa Nada mais importa
Pra mim

The Rain, It Won’t Stop – Pt. 1

I was about to leave the party after a short stay and a brief conversation. I stood in the hallway for a few seconds, watched the rain outside and decided. It was already stopping but it wouldn’t soon, and I have always enjoyed walking in the rain. Even though there would be no one around to rush me in, hold my head beneath the towel, scold me for always not hearing but ruining all those educational efforts by giving me the best reward, a hot cup of cocoa. “I must have some cocoa powder, I can’t avoid buying it but I never take the time to enjoy having it.” That thought gave me the final reason and set me in motion.

I don’t remember if it was her calling or her touching my shoulder that stopped me.

(Are you) The one I’ve been waiting for?


versão livre para a canção do Nick Cave and the Bad Seeds

Da fé que eu comunguei, do que eu sabia
Se uma certeza resta, é saber que és minha
Será destino, será só fantasia O que imagino ver também em teu olhar? Me dá um sinal, eu preciso saber
Será que um dia vou te conhecer?
Acho bem triste não poder
Mas falta pouco e estou certo
Que essa longa espera vai valer a pena
E que tudo é real
Eu sento e espero o inverno passar E finalmente vou te conhecer
Sempre triste e sozinho eu vivi
Alegria senti quando eu te vi
Desde a primeira vez senti que tudo vai mudar
E a tristeza há de acabar
Não interessa o quanto eu sofri
Pois sei que um dia vou te conhecer
Parece insano, não é?
Amar alguém sem porquê
Mas o que eu posso fazer
Exceto amar e esperar?
Se alguém te prometeu um mundo e não cumpriu
Saiba que embora pouco, meu mundo pode ser seu 
Eu sei que ainda há tempo, então me dá só um minuto
Para dizer o que eu sinto por você e mostrar Sinto nas veias que vão ao coração Que algum dia vou te conhecer Sei que algum dia eu vou te conhecer

Colors


versão livre para a canção do Black Pumas

Acordo antes das três da manhã 
Pensando o que eu posso fazer
Sempre quero algo mais
Do que sempre ser igual ao ao ao
Que passou
Logo, logo estaremos por triz
De voltar ao normal
E ser igual
Tomara que não, não, não
Que tal
Fazermos diferente?
Olharmos para frente
Deve existir um jeito
De decidir sem medo
Depende só da gente
É preciso ouvir
E refletir
Apesar de sermos diferentes
Existe sempre um jeito
De decidir sem medo
Depende só da gente
Nossos erros ancestrais
Ideias que não nos servem mais
Entranhadas, arraigadas, ofuscadas
Devem ficar para trás
Porque não ser, ter, querer, crescer
É só pensar, falar, deixar, mudar
O mundo real e o do jornal
Nunca foi igual
Ao que imaginei
E é por isso
Que eu digo que é preciso
Fazermos diferente
Existe sempre um jeito
De escolher sem medo
Depende só da gente
Há uma ideia nova 
Há uma outra opção
Existem vários jeitos
De decidir sem medo
Depende só da gente
É preciso ouvir
E refletir
Apesar de sermos diferentes
Existe sempre um jeito De decidir sem medo Depende só da gente

Rótulos (Tags)

Uma alternativa à censura na Internet

Assim como em quase todo campo de atividade, a pandemia fez sentir seus efeitos escancarando deficiências, expondo assimetrias, revelando desregulamentação da comunicação por meio das mídias digitais.

Em breves considerações, ponderei que devem ser rediscutidas com profundidade e responsabilidade, por todos os setores da sociedade questões como: princípios da liberdade de pensamento e liberdade de expressão; qualidade do conteúdo; responsabilidade pelo conteúdo veiculado. https://pensaaquicomigo.com/2020/08/08/o-ambiente-dos-meios-de-comunicacao-digital/

Já existem filtros pelos quais as diversas plataformas buscam evitar conteúdos difamatórios, atentatórios a moral e aos bons costumes e à própria liberdade de expressão, que façam apologia ao crime, racistas, sexistas, xenofóbicos…

Fato é que existe uma zona cinzenta entre a disponibilidade da rede para emissão de opiniões pessoais e a vedação àqueles discursos socialmente reprovados.

Uma alternativa à censura de conteúdos por alguma instância reguladora, que pode favorecer o autoritarismo antidemocrático, é o fortalecimento do senso crítico dos usuários, evitando repassar conteúdos inadvertidamente.

No entanto, a facilidade de criar e repassar conteúdos tem exacerbado outra característica da interação pelas redes sociais: apesar de não ter controle absoluto sobre o conteúdo que lhe é despejado diariamente, seja por algoritmos ou por outros usuários, usuário se vê tentado a emitir opinião sobre tudo e o pior, de bate pronto, sem tempo de aprofundar seu conhecimento sobre os assuntos.

Imagino que um dia poderemos utilizar a soma das opiniões expressas pelos usuários que produzem e disseminam conteúdo digital para garantir legitimidade e veracidade ao conteúdo vinculado.

Isso seria possível se o conteúdo fosse rotulado de acordo com uma série de critérios a ser definida e que depois seriam verificados pela comunidade, por meio de um mecanismo como blockchain.

Inicialmente, estes rótulos, que seriam escolhidos pela pessoa que publicasse ou repassasse o conteúdo, poderiam pelo menos identificar o assunto tratado de modo que usuários pudessem acionar filtros para eliminar assuntos que não lhe interessam. Nuances de opinião ou direcionamento poderiam também ser explicitadas previamente pelos rótulos.

Também poderia ser mais difundida a customização da escolha e recepção de determinados tipos e formatos de arquivo, permitindo esse bloqueio de vídeos, fotos, gifs, memes, figurinhas a critério do usuário.

Providências como estas poupariam tempo do usuário e tráfego de dados indesejáveis na rede.