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referente ao período após a eclosão da pandemia de Covid19 provocada pelo coronavírus; no momento reveste-se de caráter especulativo

Bohemian Rhapsody


versão para a canção do Queen

 
Isso que a vida traz
Guardado para mim
Não quero ver mais
Quero estar bem longe daqui
Olho para trás
É fácil dizer adeus
"Sai dessa vida
Não tem que ser assim"
Mas eu nem sei como começar
Alguém tem que me ajudar
A brisa vem do mar
Anunciando o meu fim
O meu fim

Mãe, eu matei um cara
O bandido estava armado
Mandei bala no safado
Mãe, eu também fui ferido
Mas de que adianta se agora é tarde
Mãe, eu não quero te ver chorar
Se eu não voltar também não fique triste
Melhor deixar para lá
Esqueça que este filho existe
 
Não sei o que vai ser
Da minha vida sem você
Não vou mais poder te ver
Tchau pra todo o mundo
Vou dar no pé
Largar tudo e ir até onde puder  
Mãe, eu não quero morrer
Minha história era essa antes de eu nascer
 
Acho que ainda dá tempo de eu fugir
Se eu correr por aqui
Vou parar num barranco
Tudo que é malandro
Vem correndo atrás de mim
(O trem tá feio)
O trem tá feio
(O trem tá feio)
O trem tá feio
O trem tá feio para mim
Se eu pudesse voltar atrás
(Se alguém pudesse encontrar algo mais
Espero que ao menos tenham compaixão de ti)
A polícia chegou, foi você que chamou?
(Polícia! Não, acho que ainda é pior!)
((É pior!))
(Milícia! Então, você nunca ajudou!)
((É pior!))
(Milícia! Você nunca ajudou!)
((É pior!))
Nunca ajudou
((É pior!))
Nunca, nunca, nunca, nunca
Nunca ajudou
Não, não, não, não, não
Eu chamaria, chamaria
Chamaria de amor  
Quem quer que viesse de asa delta me tirar daqui
Daqui, daqui
 
Essa é só uma das voltas que a vida dá
Você pensa que eu não sei que vão me matar
Não sou besta
Sei o que me aguarda
Só queria falar
Só queria falar outra vez

Nada mais importa
É chegado o fim
Nada mais importa
Pra mim 

Amanhã


versão para a canção do Guilherme Arantes

 May tomorrow
 Be a beautiful day
 All the mad happiness
 You could ever think of
 Come tomorrow
 May our strength be doubled
 Upwards and ceaselessly
 It shall always grow
  
 Mysteries
 Won't survive tomorrow
 Above what's illusory
 The Sun King will shine bright
 And tomorrow
 The luminosity
 Regardless to anyone's will
 Will be reigning
  
 In tomorrow
 Lies everyone's hopes
 Even the tiniest ones
 That exist and must thrive
 For tomorrow
 In spite of today
 There will come forth a road
 We shall thread in
  
 And tomorrow
 Though some just don't want to
 Belongs to those who'll wait 'til
 The break of the new day
 When tomorrow
 Hatred has been soothed
 Fear has been smoothed over
 Will be plenty
 Will be plenty
   

Colors


versão livre para a canção do Black Pumas

Acordo antes das três da manhã 
Pensando o que eu posso fazer
Sempre quero algo mais
Do que sempre ser igual ao ao ao
Que passou
Logo, logo estaremos por triz
De voltar ao normal
E ser igual
Tomara que não, não, não
Que tal
Fazermos diferente?
Olharmos para frente
Deve existir um jeito
De decidir sem medo
Depende só da gente
É preciso ouvir
E refletir
Apesar de sermos diferentes
Existe sempre um jeito
De decidir sem medo
Depende só da gente
Nossos erros ancestrais
Ideias que não nos servem mais
Entranhadas, arraigadas, ofuscadas
Devem ficar para trás
Porque não ser, ter, querer, crescer
É só pensar, falar, deixar, mudar
O mundo real e o do jornal
Nunca foi igual
Ao que imaginei
E é por isso
Que eu digo que é preciso
Fazermos diferente
Existe sempre um jeito
De escolher sem medo
Depende só da gente
Há uma ideia nova 
Há uma outra opção
Existem vários jeitos
De decidir sem medo
Depende só da gente
É preciso ouvir
E refletir
Apesar de sermos diferentes
Existe sempre um jeito De decidir sem medo Depende só da gente

Careca de não saber

O cara era até cabeludo, mas perdeu uma aposta e teve que raspar a cabeça, na gilete.

Impressionado com a popularidade súbita e dono de uma personalidade um tanto obsessiva, passou a raspar a cabeça todo dia.

Ao cabo de alguns anos, decidiu que era hora de deixar os cabelos crescerem novamente e parou de raspar a cabeça.

Não lhe cresceu um fio sequer. No decorrer daqueles anos, sem perceber, tivera um problema de “queda de cabelo” que o deixou definitivamente careca.

O Brasil já apresentava sinais de calvície, quer dizer desemprego, bem antes do advento da pandemia, mas cresceram a níveis que só não são descritos como alarmantes porque se justificam pelo alarme na área da saúde e porque julgam-se temporários

Durante a pandemia, porém, temos visto a iniciativa de várias agentes econômicos que tentam adaptar sua atividade com o uso de tecnologias pré-existentes ou aperfeiçoamento de processos, que diminuem ou eliminam a necessidade de alguns de seus colaboradores, dispensados neste período de isolamento social.

Por outro lado não tenho visto nenhuma iniciativa de grande porte, seja por parte da iniciativa privada seja capitaneada pelo setor público.

Em que pesem as dificuldades inerentes à crise do coronavírus, muita coisa poderia (deveria) estar sendo feita. Por exemplo:

  • criação e disseminação de conteúdo profissionalizante ministrável à distância
  • abertura de discussões com os representantes de cada setor da atividade econômica acerca das políticas públicas que estariam sendo gestadas, para ser implementadas assim que as condições sanitárias permitirem, de forma a alinhar o planejamento das ações e seu cronograma de implantação
  • reposicionamento da diplomacia comercial face à necessidade de proteção dos postos de trabalho e do mercado interno
  • elaboração, discussão e compartilhamento amplos de análises de cenários para os vários setores da economia
  • definição imediata de um pacote de grandes obras, que possam vir a ser atrativas para grandes investidores e competir pelo capital transnacional
  • coletar, avaliar, orientar e replicar iniciativas de enfrentamento pós-crise no seio da sociedade
  • dar destaque e visibilidade o que estiver sendo feito para garantir futuros postos de trabalho

As muitas e louváveis iniciativas provenientes da sociedade civil dirigem-se a mitigar os efeitos da queda do nível de emprego, pouco impacto tendo na geração de novos postos de trabalho.

As esferas do poder público parece não estarem coordenadas e o que quer que estejam fazendo não tem sido amplamente discutido e compartilhado com a sociedade. Pode estar havendo falha na comunicação institucional, bem como na cobertura da imprensa.

Se estamos achando que os postos de trabalho vão renascer após a pandemia, temos algo que aprender com o careca.

Repatriação de recursos ilícitos

A “repatriação” de recursos sob a égide da Lei n° 13.254/2016, permitiu a regularização de cerca de 160 bilhões de reais havidos por brasileiros no exterior, gerando uma arrecadação de 48 bilhões de reais (15% de IR e 15% de multa).

Houve restrições quanto a ser utilizada por deputados e senadores que exerciam mandato, outros detentores de cargos na Administração Pública em quaisquer dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), seus cônjuges e parentes.

Além disso, a origem dos recursos deveria ser lícita e eles poderiam permanecer no exterior, motivo das aspas no início do texto.

Se abandonássemos todo e qualquer pudor, anistiando todo e qualquer crime existente na origem da obtenção do recurso, aumentando além disso as alíquotas do imposto e da multa e obrigando o efetivo retorno do recurso à economia nacional, poderíamos financiar a reconstrução nacional.

Parece absurdo? Em toda a história da humanidade, praticamente toda acumulação primitiva de capital que permitiu ou impulsionou uma grande mudança ou revolução, comporta um pecado original…


É uma ideia polêmica, envolve conceitos arraigados, cláusulas pétreas do senso comum do cidadão de bem.

Até o mais bem informado pensador não teria dificuldade em afirmar que a ideia fere princípios intangíveis e inegociáveis de ordem filosófica, ética, moral e religiosa sobre os quais se assenta nossa civilização.

Ocorre-me que para validar a ideia, não basta defendê-la de um ponto de vista pragmático.

É necessário argumentar contra o senso comum e contra as mais caras noções de nossa elevada existência enquanto sociedade.

É o que me proponho a fazer.


Continua…

i dream of electric sheep

Time amended, passions bended
Last Autumn never ended
Siren's squeaks and colors blend
The perfect crime scene was invented

Once we meet, now we just match
Eggs for centuries haven't hatched

Music no longer fill sheets
Music no longer fill sheaths
No one seems to give a shit
What shit comes up to their ears

Gloomy streets, grime deafening beats
Everyday life's gritty feats
Rain won't pour, but won't stop either
Every drop is falling glitter

Nothing lasts enough to change
Past will soon be out of range