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Beware of War

Behind my desk, my barricade
I fill a page with words I treasure
No one will read them, I’m afraid
I’m writing just for my own pleasure

I write about what’s coming next
And how we’re part of evolution
Times, they are changing very fast
We live in constant revolution

Behind my glass, I’m unafraid
I’ve drunk enough to feel courageous
In house, in bed I should have stayed
A drunken soldier sounds outrageous

Behind my door armies are trained
People are urged to take part
They choose a side and then they start
To think with someone else’s brain


That would be great, I won’t deny
If people knew enough to choose
And when the time came to decide
They did not let themselves get used

Behind my years I may assure
Though we have blown many good chances
There's no need to look into the future
With shortsighted narrow-minded lenses

Para onde vai este blog

Sinto-me na obrigação com meus poucos leitores de esclarecer a trajetória deste blog até o momento e as perspectivas que se apresentam.

Senti necessidade de ter um espaço mais apropriado para expor algumas ideias que me surgiam ao tomar contato via WhatsApp com o que pensavam outras pessoas. Incomodava-me ver tantas mensagens apócrifas, mal redigidas, descomprometidas com a lógica argumentativa, estrategicamente jocosas, reconhecida ou inadvertidamente distanciadas da realidade dos fatos conhecidos e notórios, consciente ou inconscientemente falaciosas.

Desde o início, deixei claro que fatos, especialmente os controversos fatos da política nacional, não seriam objeto ou matéria-prima por aqui.

Já as ideias que me interessam foram se desdobrando, relacionando ou agrupando naturalmente. Tentei organizá-las abrindo uma página específica para aquelas que identifiquei como principais, irredutíveis.

A preocupação inicial com a validade das informações, ou melhor afirmações que circulam nas redes sociais me fez refletir sobre o conceito de verdade e realidade e as possibilidades do conhecimento.

A dupla natureza da verdade, seja como conformidade entre realidade e discurso seja como consenso ou convenção socialmente atingidos, ganha novos significados sobre o pano de fundo das novas tecnologias digitais, que proporcionam uma velocidade de produção e compartilhamento de informação além da capacidade humana de verificar sua procedência ou questionar sua validade. Fontes secundárias passam então a preponderar, legitimando-se não na observação própria ou aferida por uma comunidade científica, mas sim por adesão guiada por critérios subjetivos inverificáveis.

Nessa esteira também surge a ideia de democracia digital, com todas as ameaças distópicas, desde a recriação da realidade por algoritmos até o fim da história pela supressão do conhecimento factual e sua substituição pela coleta em tempo real de meras opiniões, passando pelo estágio já em curso de desconstrução e manipulação de fatos, originariamente nas esferas política e ideológica, passando em breve para a implosão do próprio sistema racional em que se funda o método científico que nos proporcionou o avanço tecnológico que nos trouxe à era digital em primeiro lugar…

O fato de que o conhecimento tenha atingido tal nível somente na espécie humana lança luz sobre o evolucionismo e necessidade de refletir sobre seu impacto em todos os campos, em como é difícil substituir um paradigma, no caso o criacionismo, em todos os seus efeitos, e mais ainda, suprimir seu pressuposto de um ser criador.

Pensar a evolução da espécie humana pode ser feito analisando a maneira como usamos os recursos que encontramos na natureza e que passamos a transformar. É o despertar da cultura, que na ótica criacionista nos foi dada pronta com o rótulo de natureza humana. Na verdade, até aqui, por milhões de anos compartilhamos a mesma natureza evolutiva que outros primatas, como comprova o sequenciamento genético.

O uso cada vez mais sofisticado dos recursos é propiciado pela tecnologia, desenvolvida por sua vez a partir dos conhecimentos adquiridos, aperfeiçoados e acumulados ao longo de gerações devido ao que se tornou o método científico, que herda da tradição filosófica a dúvida sistemática, que favorece a constante busca de conhecimento, ao invés da estagnação determinada pela imposição e aceitação de dogmas.

Pensar a evolução como a formação biológica simultânea de órgãos sensoriais e processadores das informações captadas, numa escala de milhões de anos, reconcilia empirismo e apriorismo como formas de aquisição de conhecimento indissociáveis.

Pensar que juntamente com a evolução biológica, evoluíram a cognição, a linguagem e as relações sociais, por sua vez, esclarece como a moral é fruto da evolução e não de qualquer outra coisa. Bem e Mal nada mais são do que percepções das manifestações dos instintos individuais e coletivos existentes em qualquer ser vivo em busca de sobrevivência individual e enquanto espécie.

Essas e outras dualidades, oposições dialéticas certamente devem ser repensadas, sintetizadas ou reduzidas a um denominador comum, seja na explicação dos fenômenos observados na física de partículas, seja na aparente contradição entre o instinto, por falta de termo melhor, de preservação individual e o mecanismo, termo deliberadamente inapropriado, de cooperação para sobrevivência de espécie.

A compreensão desses dois vetores indissociáveis da evolução, mormente a aceitação do princípio da busca pela sobrevivência individual, sem a valoração negativa que lhes dão as fadigas religiosas e as teses comunistas, explica a um só tempo a hipocrisia em que caem as religiões cristãs e a falência das experiências do socialismo real.

A maneira como esses grandes temas e ideias estruturantes por trás deles se entrelaçam me fez pensar em uma explicação fractal para personalidade. Cada ato ou pensamento de uma pessoa traria embutida todos os elementos que a constituem.

Espero organizar os assuntos, aprofundar os temas, preencher as lacunas abertas pela especulação desenfreada.

E continuar especulando…

EM TEMPO

Ainda não abordei um tema essencial que é a compreensão do “vetor cooperação” e sua interação com o “vetor individualista”, para entender como ocorre a evolução das espécies e onde sobressaem outras duas ideias poderosíssimas: a teoria dos jogos e o comportamento de bando…

Lula e Bolsonaro

Não se trata de um post sobre a política brasileira atual. Não há espaço para isso neste blog sobre ideias.

Tampouco interessa-me a polarização sobre qualquer assunto e o título diz Lula e Bolsonaro, e não Lula x Bolsonaro.

O que pretendo é propor uma reflexão sobre uma determinada hierarquia que imagino deva ser observada tanto entre as ideias e como entre aqueles que as concebem e defendem. Assim como há ideias grandiosas e também mesquinhas, haverá pessoas mais ou menos relevantes.

As grandes ideias somente são assim percebidas, em sua plenitude e importância, sob uma perspectiva histórica. Podem até já nascer taludas, a depender do tempo e das circunstâncias a que servem de resposta, mas podem também nascer pequenas e crescer à medida em que permanecem puras, intactas, válidas e aplicáveis por séculos a fio.

Grandes ideias, enfrentando e sobrevivendo à inexorável erosão dos séculos, inspiram grandes homens e mulheres a desempenhar feitos notáveis e admiráveis, bem como servem de referência e agrupam pessoas a seu redor.

Tomemos o exemplo da democracia Americana. Os ideais libertários, igualitários e humanitários que a infirmaram, enunciados e defendidos à época, continuam fazendo-se ouvir, pois ainda são invocados, com legitimidade, propriedade e coerência pelos atuais líderes, sem deixar de fazer referência e prestar reverência aos líderes que no passado os definiram.

Já no Brasil, o que vemos? Um país em que o culto à personalidade é tão forte, não cultua a personalidade e as ideias de nenhum vulto histórico?

Será que não existe alguma ideia na nossa história cuja grandeza seja reconhecida por toda população como ideal a ser defendido com afinco ou ninguém que possa ser identificado como o personagem histórico que a tenha concebido ou defendido?

Serão Lula e Bolsonaro os fundadores da nossa Pátria?

Travessia

Versão para a música do Milton Nascimento

Since the moment you parted
Night was set into my life
Never felt so broken-hearted
Wonder how will life go on
'Cause this house is not my home
There's just no place where I'd belong
I'm alone and I can't hold
Things I should have said and done

Down the road I will find out
Nothing can stop me now Stone by stone I will tread it Have no time left for doubt Breeze, it made up my dreams Wind put them to an end I will swallow my pain though I am willing to die As my life goes on its way I am starting to forget I no longer want to die There's a lot in life for me I may fall in love again But if it ends, there'll be no pain I will face my destiny With my both feet on the ground
Down the road I will find outNothing can stop me now Stone by stone I will tread it Have no time left for doubt Breeze, it made up my dreams Wind put them to an end I will swallow my pain though I am willing to die As my life goes on its way I am starting to forget I no longer long to die There's a lot in life for me
I may fall in love again But if it ends, there'll be no pain I will face my destiny
With my both feet on the ground

Sol de Primavera

Versão para a música do Beto Guedes

Comes September in
And good news will stroll around the fields
Wanna see forgiveness in bloom
Ev’rywhere it’s been sown
Together again
We have dreamt together
Sowing silly love songs in the wind
Now I wanna hear our voice rise
To what’s yet left to dream
We have cried a lot Many of us got lost along the way But it still pays off to invent One last whole brand new song One that shall bring to us The sunshine of springtime Open up the windows in my chest Now that we have read all the book Time has come that we learn We have cried a lot Many of us got lost along the way But it still pays off to invent One last whole brand new song One that shall bring to us The sunshine of springtime Open up the windows in my chest Now that we have read all the book Time has come that we learn

Song to the siren

versão para a música do Tim Buckley

À deriva em mar deserto
Tudo eu fiz para sorrir
Teu canto trouxe-me perto
De onde nunca mais saí
Em teu canto, tu dizias
"Abra as velas, vem a mim
Cá estou eu, cá estou eu a esperar-te"

Sonhei eu que me sonhavas
Era eu lebre e tu raposa?
Tolo barco, agora aderna
Acamado em praia eterna
Você canta "não me toques
Hoje não, quem sabe quando"
Em meu peito, envergonhado,
Se esconde meu coração
Tonto como uma ostra Confuso com a maré Preso na rebentação Entregando-me sem fé Ouço-te ainda a cantar "Venha a mim, quero abraçar-te Cá estou eu, cá estou eu a esperar-te"

Man, we were stupid and contagious!!! – Pt. 4

We hadn’t much time for she really had to be up early so we had our sandwiches at Gorilla’s and I drove her home.

We were talking about how we didn’t really mingle with each other’s crowd. And that it might have prevented it for such a long time, but finally, we got something happening.

So, we went back to talking about how we felt for each other from the start, I told her I was sure something would eventually come up between us.

She said I looked different from everybody else in the pack and try to explain in what ways.

I got flattered, especially when she pointed out that, just like her, I was not to be seen around with someone, as in an actual, solid relationship. I mean, it was much more noticeable and surprising that she was mostly alone, being so beautiful and charming, than me, being so normal and quite sloppy, as her friends used to refer to me, she admitted, confirming my suspicions.

I told her I was totally, massively impressed by the way she totally draw attention, everywhere, and how she had no problem with that. She seemed to be always in control, she was the star of the show, and played that role with grace and naturally.

We managed to keep it our romance out of sight and when it was over, nobody would believe it happened. I dream about those days and it’s so real, so strong, that I wonder if it was not only dreams the whole memories I keep.

Man, we were stupid and contagious!!! – Pt. 2

I had a few drinks and shared some laughter with Eleanor’s friends but I really didn’t dig the whole scene. Most of them didn’t even noticed when I raised a timid toast announcing I had to leave but couldn’t hide their surprise when she asked me to wait a minute because she was leaving too. Before any suspicion gained terrain among those minds, none of which really friendly towards me, Eleanor explained she had a flight early in the morning.

“What now?” she asked me as we were leaving.

What about grabbing a sandwich at Gorilla’s?

“You really like Gorilla’s?”

Yeah, they’re just fine. Do you like Dead Kennedys?

“No, not really, but why are you asking me?”

“You really like gorillas” is the first line of one of their songs, one of their best songs…

She picked the book and read the dedication once more. “These all come from lyrics, am I right? Is it supposed to make any sense? You’re not jumping in anybody else’s train, you know I’m not committed to anybody, if that’s what you meant. Or did you mean jumping in my train? well, as you know, I don’t stay put in a relationship…”

Yes, I know. Jumping in your train, as I thought, was like to sneak into your life so we could travel a bit of the road together. Pardon me, I have this thing going on, like I think through the lyrics of the songs I listen to…

“Or books you read? Why this book, what is it you’re suggesting, sexual enlightenment or experimentation?”

No, nothing about books. I don’t even read them anymore. I read through some of the pages of this one. You were talking to Susan last time at Johnny’s, she said she doesn’t like it, when people give her perfume, that it is a very personal choice. You said you feel the same about books.

“So what?”

You were using Anaïs Anaïs…

Ok, Let’s do it – Part 2

W.W. took care of our registration, sending our forms through the internet but there was still papers to be delivered and others to be signed. So I took lunch time to visit the Doors to Ancient Wisdom. Yes, imagine what a bore I was getting into.

It was the last day for registration, so there was a little queue. Before I asked anyone, the attractive young lady standing at the end of the line, seeing the lost and confused expression in my face as I approached, smiled and asked me:

“Are you new here?” Yes… “I had to drop the course in the middle of the last semester, so we’re going to be in the same class, I guess.” Really? “I’m April.” I’m August… “What!?” You’re kidding me?” No…

She was called and left me with no further comment, but before entering the room she looked back, waved her hand and smiled at me.

I was called into another room and didn’t meet her again when I came out.

Ok, Let’s do it – Part 4

We missed classes on that which would be the first day at the philosophy night school. At least I discovered it was a serious course after all.

Nadine, a fine friend told us. She entered the bar as we were paying our bill. It was no hard decision to stay. Both W.W. and I had a crush on her, and we never managed coming to a compromise on how should we deal with it, she was amazed to know later that evening.

Her nowadays ex-husband was a lecturer at the Doors to Ancient Wisdom and Dean at the city University and worked on a covenant that enabled the short term courses to get credit recognition for the regular university program.

W.W. made a few calls and in a few minutes we were reunited with some of the hardcore members of our once large and lousy crowd.

Nostalgia was set in. We could not believe how, with a few exceptions, everyone had got so distant from each other.

Stories, some of them, were remembered, mostly with joy and enthusiasm. I got dizzy with the first cigarettes in almost five years.

Some regrettable events showed up, recalling reasons that contributed to the chilling of some relations. I had been lowering my daily smoking and finally quitted when I started dating Olivia.

The whole table cracked laughing when I was seriously trying to make a point on why there couldn’t possibly exist an animal with more than six legs that could have wings and fly. That made me aware that it was time I stopped drinking and got home while I still had some reasoning left to give explanations, though I really didn’t think they would be asked.