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texto em verso

(ARE YOU) THE ONE I’VE BEEN WAITING FOR


versão livre para a canção do Nick Cave and the Bad Seeds

Acho que eu lembro bem de cada vez
Que vi você sozinha, andando por aí
Será destino, será só fantasia
O que imagino ver também em seu olhar?
Me dá um sinal, eu preciso saber
Será que ainda vou te conhecer?
Não tenho pressa, tenho certeza
Sinto no corpo e na alma
Que essa minha espera vale a pena
E que tudo é real
Eu sento e espero o inverno acabar E finalmente vou te conhecer
Sempre triste e sozinho eu vivi
De meus sonhos, confesso, desisti
Alguns por sensatez, outros por covardia
Mas quando eu te vejo
Não interessa o tanto que eu sofri
Pois sei que ainda vou te conhecer
Parece insano, não é?
Amar alguém sem porquê
Mas o que eu posso fazer
Exceto amar e esperar?
Se alguém te prometeu o mundo e não cumpriu
Sem falar nada, meu mundo já é seu
Acho que é a hora agora e já estou preparado
Para dizer o que eu sinto por você
Sinto nas veias que vão ao coração
Que algum dia vou te conhecer
Sei que algum dia eu vou te conhecer

Colors


versão livre para a canção do Black Pumas

Acordo antes das três da manhã 
Pensando o que eu posso fazer
Sempre quero algo mais
Do que sempre ser igual ao ao ao
Que passou
Logo, logo estaremos por triz
De voltar ao normal
E ser igual
Tomara que não, não, não
Que tal
Fazermos diferente?
Olharmos para frente
Deve existir um jeito
De decidir sem medo
Depende só da gente
É preciso ouvir
E refletir
Apesar de sermos diferentes
Existe sempre um jeito
De decidir sem medo
Depende só da gente
Nossos erros ancestrais
Ideias que não nos servem mais
Entranhadas, arraigadas, ofuscadas
Devem ficar para trás
Porque não ser, ter, querer, crescer
É só pensar, falar, deixar, mudar
O mundo real e o do jornal
Nunca foi igual
Ao que imaginei
E é por isso
Que eu digo que é preciso
Fazermos diferente
Existe sempre um jeito
De escolher sem medo
Depende só da gente
Há uma ideia nova 
Há uma outra opção
Existem vários jeitos
De decidir sem medo
Depende só da gente
É preciso ouvir
E refletir
Apesar de sermos diferentes
Existe sempre um jeito De decidir sem medo Depende só da gente

The time you ran was too insane

Sozinho novamente, naturalmente

Nós todos já vimos isso antes

Agir naturalmente é tudo que eu preciso fazer

Embora eu esteja extremamente infeliz, você me verá sorrir

Por haver dormido tantas vezes apenas com minha solidão

Eu poderia caminhar um milhão de milhas sem ninguém ao meu lado

Eu amo minha jaqueta de couro sob uma solidão de neon

Por que o amor tem que ser tão triste?

Tudo o que eu quis, tive que deixar distante

A face de ontem não é a que eu escolhi ver

Seu silêncio é ensurdecedor

Se você atendesse esse telefone…

Eu fiz todo o meu melhor para sorrir

Mas é necessário mais do que isso para dar sentido ao dia

Sempre que me acontece sentir-me desse jeito

Divagando em voz alta se os anos nos tratarão bem

Só me sinto feliz quando chove

Hoje à noite, enrolado no meu cobertor de nuvens, sonho em voz alta

Anos atrás, meu coração estava preparado para viver

Bem ali você parada, à beira de sua plumagem, na esperança de voar

Começou tão bem, diziam fazermos um par perfeito

Era mais como um sonho do que realidade

Em meus sonhos, morro o tempo inteiro

Eu estava sonhando enquanto eu dirigia pela longa estrada afora

Foi um milagre que eu sequer tenha escapado com vida

E não importa onde eu vá, eu sempre verei seu rosto

As luzes de neon passam em clarões

Eu devia estar cego

We don’t need God

We don't need God
We don't need God send us plagues
We don't need God
We don't believe anyway

In our backyards
Every summer we'll create
Every year 'round
Our own selfpunishment

So far from here
We see only on TV
Earthquakes to fear
Hurricanes and tsunamis

How can it be?
Why should we die?

We will be providing pain
Where nature bears only goods
Rock, greed and shame
Will grant us the best damn floods

We'll be soon mining for bodies
Through this valley pasture greens
When it comes to body count
We can be second to none

And should this death toll
Even though appear too small
If by any means it still look natural
Let's have some neglected matters
Turned to accidental fires
Where we can send people to die
Without sin or conviction
To a gas chamber in disguise
We don't need God
We don't need God send us plagues
We don't need God
We don't believe anyway

In our backyards
Every summer we'll create
Every year 'round
Our own selfpunishment

So far from here
We see only on TV
Earthquakes to fear
Hurricanes and tsunamis

How can it be?
Why should we die?

We will be providing pain
Where nature bears only goods
Rock, greed and shame
Will grant us the best damn floods

We'll be soon mining for bodies
Through this valley pasture greens
When it comes to body count
We can be second to none

And should this death toll
Even though appear too small
If by any means it still look natural
Let's have some neglected matters
Turned to accidental fires
Where we can send people to die
Without sin or conviction
To a gas chamber in disguise

Night walk

“It’s a ghost town”
People like to say it loud
Well, for a moment before dawn
I really see no one around

“It’s a ghost town”
Oh but that I've already known
For many times before the dawn
I was the only ghost around

Yet early in the evening
I parked my car around the corner
From the house where I once lived in
But was not sure should I come over

Took a deep, though silent breath
When once I'd have lit a cigarette
Made my way across the street
Trying to make some sense of it

Nasty thoughts about the future
Fight this all time homesick urge
And like a sunstroke robot figure
I kept moving back and forth, and farther

Like those things you can't explain
But that help the world make sense
I've come to find myself again
Outside my childhood school fence

Happy sad I felt this time
Happy sad had I felt then
If you came your way up here
Stay with me until the end

Somewhere around here long ago
I left a child behind in fear
To move onwards, I let him go
I dropped his hand but I got lost too

Sometimes I think I still can hear
His hushed cry inside my ears
Now, as I feel he wandering near
My eyes finally shed his tears

Eu sonho com ovelhas elétricas

Tempo corrigido, paixões acomodadas
O outono passado nunca teve fim
Os rangidos e as cores da sirene se fundem
A cena do crime perfeito foi inventada

Antes nos conhecíamos, agora apenas combinamos
Há séculos não eclode um ovo

A música não preenche mais pautas
A música não enche mais capas
Ninguém parece dar a mínima
A que merda lhe entra pelos ouvidos

Ruas sombrias, batidas ensurdecedoras e encardidas*
Façanhas obstinadas da vida cotidiana
A chuva não desaba, mas também não cessa
Cada gota é uma faísca que cai

Nada dura o suficiente para mudar
O passado estará fora de alcance em breve

  • beat – batida de música eletrônica
  • grime – sujeira impregnada à superficie, mas também um gênero de música eletrônica